
Palavras são as vezes tão desnecessárias. O amor escuta a voz do outro mesmo quando ele não fala , sofre quando está triste , ri quando está alegre. Há quem diga que o amor machuca , mas isso é real ele machuca mesmo , ele sobrevive até a morte se verdadeiro. Talvez ele seja eterno, mas só deixará de ser eterno se você quiser. É fácil amar por alguns dias , uma paixão passageira , sem compromisso. Difícil é amar para sempre. Exige maturidade. Amar não é navegar em águas calmas. Da mesma forma que o amor coroa, também crucifica. Produz a flor mas também o vento que a despedaça. Acaricia os galhos pequenos mas pode também sacudir o tronco. As vezes, o mar fica agitado. Ou seria o inverso? Às vezs, o mar fica calmo. Em geral os amores são agitados. Uma vez ouvi um padre dizer para um cara: o amor basta-se a si mesmo. Na época achei platônico e confeso que não tinha entendido muito bem. Hoje, concordo com ele. O amor sempre quer a sua própria plenitude. Não se deixa dirigir. Tem rédeas na mão. Aquele que procura apenas o gozo e a paz no amor, não deveriam amar. O amor é irracional, os amantes imperfeitos, por isso o amor é perfeito, se o amor também fosse imperfeito, o que buscariam seus amantes? Já ouvi tantos namorados jurarem amor aterno!Casam e, em um ano, estão separados , as vezes alguns dias. mas quem ama , ama. nunca deixa de amar , quem deixa de amar nunca amou. O amor é maior do que nós , ele nos domina, não nós a ele. O amor só dá de si próprio e só recebe de si próprio. Não possui e nem se deixa Possuir. É implcável com aqueles que deixam de seguir suas regras, observar certos detalhes. Na real o homem donovo milênio desaprendeu a lutar. Não tem hombridade. Covarde, desiste depois da primeira dificuldade. Mas é no retinir dos martelos que se forja o aço. Já imaginou se o ferreiro desistisse depois daprimeira martelada?! Nenhum cavalo usaria ferradura! Hoje em dia tem curso prepáratorio para tudo menos para aquilo que realmente interessa. A vida a dois é fácil se você não se considerar uma subordinada dele e se ele não se considerar seu dono. Em outras palavras casamento dá certo se os dois deixarem espaços para a própria individualidade, se souberem respeitam as características psicológicas de cada um e se mantiverem suas relações sociais existentes antes do casamento. Enfim cada um continuar sendo ele mesmo, as probabilidades de sucessos são grandes. No amor, como na matemática, um mais um sempre vão ser dois. Enquanto se mantiver a ordem natural das coisas, o amor será eterno. Já ouvi casos de um amor acabar por causa da pasta de dente. O marido apertava no meio do tubo e a mulher, na parte de baixo. Ela vivia reclamando da mania dele e ele brigava por causada mania dela. Da pasta de dente foi para a toalha que ele deixava atirada atrás da porta do banheiro.Da toalha foi para o cigarro, do cigarro para o programa de TV... Acabaram se separando.Está vendo ? Um não soube aceitar a individualidade do outro. Na matemática deles uma mais um era um. Todos somos diferentes. Afinal somos únicos, indivíduos. Na convivência, precisamos aprender a renunciar. Às vezes é necessário ceder. Se cada um esticar a corda para o seu lado, provavelmente, um dia ela arrebente. Casar é entrar num barco onde apenas existem dois remos. Se o casal sentar de frente um para o outro e cada um remar para seu lado, inevitavelmente farão círculos no mesmo lugar. Mas se sentarem um ao lado do outro e remarem juntos na mesma direção, por certo atravessarão o rio. Amar não é olhar um para o outro; amar é os dois olharem juntos na mesma direção. Não é mesmo?! E obeveo que em toda parte gera o ciúme, pois somos humanos, como tais, inseguros.Historicamente adquirimos uma cultura de posse. Vivemos num sistema em que cada um tem sua propriedade, seu carro, sua escova de dente, sua namorada, sua cama, sua mulher...
Usamos, em tudo o pronome possessivo.Como poderiamos libertar desse senso de posse no amor?! Todo o amor é possessivo. Daí sua dificuldade, pois viver é lutar contra a invasão da privacidade do outro. Amar é buscar a mais profunda interioridade do outro sem desfazer essa individualidade. Convenhamos não é fácil. Mas eu volto a falar que quem procura facilidades no amor, não deveria amar. Amar não é coisa para o covarde. Além disso as dificuldades dão sentido à vida. Observe um violão. Ele não tem várias cordas separadas? Mesmo assim, elas podem vibrar em harmonia. Quando isso acontece, ouvimos um som agradável. Num coral, vozes diferentes cantam a mesma melodia. A beleza está justamente nas diferenças. Quando realmente amamos, tudo vibra, tudo se renova, vemos até flores onde antes só víamos espinhos. Quando amamos rimos à toa. E se todos amassem do mesmo jeito?! Imagine que chato seria! A gente se acomodaria e mataria uma característica vital do homem-animal: a conquista. O amor seria banal se pudesse dizer com segurança: eles se amam. São os desafios que tornam a vida um êxtase. O amor brota espontaneamente, assim, de repente, como num impulso, tão sem explicação que às vezes convivemos com alguém e, num determinado momento depois de anos, percebemos que o amamos. Quem ama sente dentro de si uma força tremenda capaz de praticar atos heróicos. Veja nosoos pais. Eles não fariam qualquer coisa para verem seus filhos felizes? Claro muitas vezes os pais fazem coisas erradas. Por amor, em geral, erramos mais do que acertamos. Em resumo, ama quem quer penetrar no âmagodo outroe descobrir seus segredos mais profundos, seu destino próprio, seu mistério único, sem desfazer esse mistério. Ama quem busca essa interioridade para mostrar ao outro seu próprio valor. Ama quem sabe o que o ouro quer e tudo faz para ele conseguir seu intento. Mas lembre-se não amamos quando usamos o outro, não amamos quando fazemos o outro pensar como nós pensamos, ou querer o que nós queremos. Se não existisem coisas de que não gostássemos, teria graça aquilo de que gostamos? Amar se aprende amando. É difícil saber quando amamos, mas certamente saberemos quando não amamos. Amar é querer voltar para casa depois de um dia de trabalho, não por obrigação ou por não ter para onde ir, mas porque sente prazer nisso. Amar é chegar aos 80 anos e recordar com saudade o primeiro beijo, a primeira briga, e também a primeira lágrima. Isso sim é eternidade.
Mars, tu é foda, curti mesmo.
ResponderExcluirsimplesmente amor.
ResponderExcluirTexto Bem redigido, porém meio contraditório e um pouco extenso. Mas não é pra menos, quando se fala de amor e suas venturas nunca se é o bastante e dificilmente se obtem exatidão.
ResponderExcluirPorém eu discordo de quando você diz que existe uma forma de amar... o amor além de indizível é desenquadrável, ele não suporta simplesmente ser enquadrado em padroes amorosos, o amor, como você disse, é pleno!
Belo blog mars! estou te acompanhando.